
Nada melhor do que levar um pé na bunda. Melhor que levar, só se relacionar com uma pessoa que acabou de levar um. Levar pé na bunda dói bem longe da bunda, porque dói no coração. Ô. Como dói.
Resolvi fazer uma pequena lista para animar, caso tenha levado um. Ou para encorajar, caso esteja com medo de dar um.
5 motivos que fazem do pé na bunda algo positivo:
- Sabe aquele mauricinho metido do colégio que todas disputavam? Ele não passava de um adolescente mal acostumado, que aos 25 levaria o primeiro pé. Você pode encontrá-lo qualquer dia desses na balada. E ele hoje, aos 28, é um cara conquistável, inteligente e gente boa (e pançudinho, porque nem tudo é perfeito).
- Quem leva o pé na bunda está livre de ter que reconciliar e correr atrás. Geralmente, quem dá o pé fica com a função chata de ter que pedir para voltar depois.
- Esse momento sem auto estima que não conseguimos nos interessar por mais ninguém é ótimo para emagrecer, colocar em dia uma pilha de livros e se bobear até escrever um. E ganhar dinheiro caso o livro seja um sucesso. Ou seja, o pé na bunda pode ser um inve$timento a longo prazo. O Diário de Bridget Jones tá aí para não deixar a gente mentir.
- Nunca falta assunto na rodinha com as amigas. Porque se falta, você pode contar pela milésima vez o quanto o Paulo é um desequilibrado por ter falado de casamento no sábado e te largado no domingo. E suas amigas escutam, porque uma hora é você quem vai ter que escutá-las. Afinal, ninguém foge do pé.
- Levar um pé na bunda é melhor que levar um chifre. Né?
Do pé na bunda, só os bons sobrevivem!
Marcella Brafman é colunista de comportamento e relacionamento. Profissional em contar casos e questionadora do universo feminino. Você acha ela aqui: @mabrafman.