Categorias
  • Categorias Categorias

    Adore Vintage

    Adore Vintage: Esse casaco é do seu avô?!

    O que é lixo para você,é reliquia para mim. O conceito de reaproveitar as roupas, ou de passa-las para frente em brechós, agora tem seu próprio hino: Thrift Shop de MACKLEMORE FEAT RYAN LEWIS. 

    Com irreverência a dupla descreve o prazer de estar bem vestidos pagando “99 cents”! Particularmente, é sim, muito bom escavar aqueles tesouros do passado em lojas abarrotadas de roupas com precinhos incríveis. Que me desculpem as “shopaholics”, mas bom senso, bom gosto e estilo próprio, não estão nas etiquetas de grife, nem em preços exorbitantes, é questão de ter ou não ter. Humm, esse papo todo me deu vontade de ir as compras em um bazar de caridade, o seu bolso agradece e seu closet também. Curte o som ai, e aproveita para revisitar o baú da vovó, o Adore Vintage Blog, super recomenda!

     

    Adore Vintage: Apimente sua Vida!

    Hoje é dia de resgatar uma antiga paixão do final dos anos 90, porque se você foi uma garotinha no final daquela década, isso quer dizer que você com certeza deve ter uma fotografia de família onde fazia um “V” com os dedos, mesmo que seus parentes não entendessem, mas tudo bem, você apenas estava representando o “Girl Power”. “5 garotas, Inglaterra,moda, comportamento, plataformas, música…”, juntando estas palavras você só pode se lembrar das incríveis SPICE GIRLS!

    O ano era 1996, e por mais que eu tenha crescido amando o bom e velho Rock’nRoll, como toda garota eu sentia falta de ver mulheres agindo com extravagancia e irreverência, pois até então a própria industria fonográfica já se mostrava saturada com as Boy Bands. Desta forma me deixei seduzir pela cultura Pop quando pela primeira vez ouvi o single “Wannabe”. As Spice Girls não eram super magras nem tinham um padrão de beleza inatingível, e exatamente pelo fato, de serem garotas “normais” em roupas legais, que as tornaram um sucesso mundial.

    Eu estava obcecada com as Spice Girls. Naqueles tempos, a internet ainda começava a caminhar, portanto não era fácil encontrar informações sobre seus ídolos, a não ser em revistas. Eu tinha (e ainda tenho na casa de meus pais) inúmeras pastas repletas de recortes de jornais, revistas, postais, adesivos, Cds, e fitas VHS de shows e clipes. Logo de cara, percebi que a ruiva Geri Halliwell, vulgo; “Ginger Spice”, tinha muito a ver comigo,( ruiva, adorava brechós e Divas do cinema antigo) e não demorou muito para que eu gastasse minha mesada em tênis e botas plataforma, mini saias, casacos pesados e blusas de animal print. Sem falar em todos aqueles pirulitos Fantasy Ball- Chupa Chups sabor pêssego com o rosto de cada uma estampado no chicletes, eu comprei caixas e caixas, só para completar a coleção de figurinhas. Logo vieram os festivais de dança do colégio, e lá estávamos eu e mais 4 amigas deslumbradas para nos apresentar-mos como as moças inglesas. Enfim, como toda a cultura pop, feita para a mídia de massas e com curto prazo de validade, as Spice Girls perderam o fôlego com a saída justamente da Ginger Spice em 1998, e em 2000, Posh, Baby, Sporty, e Scary Spice deram seu último suspiro com o lindo e triste single “Good bye”. Mesmo dando adeus aos palcos, as Spice Girls estarão para sempre marcadas na história da cultura e da moda Pop dos anos 90.

    Depois de tanto “ fanatismo”, a dica cinematográfica de hoje com certeza é delas; de 1997 “Spice World”. O filme é cheio de trocas de roupas incríveis, música, um tour pela cidade de Londres com direito ao tradicional ônibus de dois andares,  piadinhas para fãs entenderem e participações britânicas especiais como; Elton Jhon, Roger Moore (James Bond), Elvis Costello, Alan Cumming, entre outros.

    Não é nenhum clássico cinematográfico, não tem um roteiro incrível nem atuações arrebatadoras, mas merece estar no cantinho da memória para onde vão todas as coisas boas!

    Recomendações Finais: Força, coragem e um incrível sutiã, porque o poder feminino não é coisa do passado; Girl Power Forever!

     

    Com amor,
    Stephanie Padilha

    Adore Vintage: Mãos de Tesoura

    “É Vidal Sassoon! Está na moda”, bastou a atriz Mia Farrow dizer esta frase em “O bebê de Rosemary” em 1968, para garantir fama mundial ao cabeleireiro revolucionário, que se inspirava no movimento arquitetônico Bauhaus, para transformar os cabelos de uma mulher em obra de arte.
    Mas isso não é tudo o que se pode dizer de Vidal Sasson, prova disso é o documentário lançado em 2010; “Vidal Sassoon: como um homem mudou o mundo com um par de tesouras”. O título forte expressa muito bem a importância daquele homem de olhar atento, sorriso sincero e mãos habilidosas, prova disso foi o escândalo causado quando o diretor de cinema Roman Polanski, pagou a notória quantia de US$ 5 mil para que Vidal corta-se os cabelos de Mia Farrow, no filme que o deixou famoso, citado acima.
    O império Sasson chegou a ter 20 salões, mas todo esse sucesso foi conquistado após o então ”mulherengo” cabeleireiro, por a cabeça no lugar e dar um tempo nas paqueras com suas clientes em meados de 1954, em seu salão na Bond Street-Londres.
    Deixo aqui meus saudosos sentimentos pela perda de tal personalidade falecido aos 84 anos, no último dia 09. Falando em cabelos, a dica cinematográfica, vem de 1975 com o satírico filme “Shampoo”, estrelado por Warren Beatty no papel de um cabeleireiro envolvente e conquistador, este personagem é assumidamente inspirado no estilo de vida dos grandes nomes por trás das madeixas femininas mais exuberantes de todos os
    tempos.

    Para assistir: http://www.youtube.com/watch?v=28jvlBA0RMk

    O Sonho Inglês era platinado!

    Os americanos jamais permitiriam que o mundo tivesse uma Bomb-se vchell britânica!. Esta frase até soa um pouco sensacionalista de mais, mas é uma grande verdade. O mundo já virou suas cabeças inúmeras vezes para olhar novamente para a mais famosa Bomb-shell de todos os tempos; Miss Marilyn Monroe. Com certeza jamais poderíamos desmerecer sua beleza inconfundível e talento, mas este post não é sobre Miss Monroe.

    Seu nome esteve diretamente ligado com os símbolos sexuais de todos os tempos – Monroe, Brigitte Bardot e Jane Russell, e ela foi muitas vezes vista como a resposta da Grã-Bretanha para o pós guerra. Este post é dedicado à memória da musa da Grã-Bretanha; Miss Diana Dors.

    Diana era uma grande atriz e personalidade televisiva até sua morte em 1984.

    Ela possuía um calor inesquecível e sinceridade em seus olhos, e o tão invejado sorriso vencedor.A década de 1950 é uma época emblemática para a música, moda, esportes e sociedade como um todo.

    O mundo tinha acabado de se recuperar da II Guerra Mundial, o rock and roll surgia junto a arte pop, o cinema explodia, e também as Olimpíadas foram realizadas na década de 50. Junto com estas explosões incríveis da sociedade, as mulheres pin-up começaram a transição da década de 40 para 50.

    Diana chegou à América em meados dos anos 50 em uma explosão de publicidade  desastrosa, repleta de fofocas  e mau comportamento de seu marido,  Dennis Hamilton. Em uma festa na piscina em Hollywood em meio a celebridades, Diana foi empurrada na piscina, e seu então marido Hamilton começou a socar o fotógrafo pensando ter  sido ele o causador da agressão. As manchetes do dia seguinte eram “Senhor Dors vá para casa e leve a Senhora Dors com você!”. Seu contrato de 3 filmes com a RKO terminou com uma cláusula moral após somente concluírem 2 obras,  The Unholy Wife (1958) e I Married a Woman (1958).

    Em baixo dos lençóis “Hollywoodianos”, diz a lenda que os empresários de Marilyn Monroe a aconselharam a ser um furacão platinado após conhecerem a Miss Dors quando ainda na Inglaterra, verdade ou mentira, a receita deu certo, e assim sendo alguém tinha que ficar eternamente escondida, sendo amada por poucos, afinal de contas, o mundo não resistiria ao ataque de dois furacões platinados na mesma década.

    * O Adore Vintage Blog recomenda a filmografia de Diana Dors, e se tem a ver com Marilyn Monroe, fica a dica para um filme feito para televisão, quase desconhecido, mas com atuações esplendidas e uma história contada de um jeito perturbador e envolvente, sobre a eterna Diva Monroe;  vale observar que o tom de voz usado pela atriz Mira Sorvino que a interpreta, é tão idêntico ao de Marilyn, que chego a me arrepiar!.

    Livro do Mês

    Sinopse
    Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas – vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

    Confesso que a medida que eu lia o livro eu não conseguia gostar da estória. Calma! Espera eu terminar! A escrita do David Nicholls é ótima! Super gostosa de ler e flui muito bem. Os diálogos são outro ponto positico e proporcionam ótima dinâmica para a sequência. Mas eu gosto de coisas ‘girl power’ e a constante situação deplorável da Emma me incomodava. Ela estava sempre mal e eu ficava esperando a estória ter sua reviravolta e nada. Esperava de novo e nada. Depois quando as coisas ficavam boas pioravam de novo. As coisas nunca melhoravam para ela!

    Querendo ou não ler sobre a Emma é ler sobre a realidade. É ler sobre eu mesma e as pessoas que conheço. É ler sobre as pessoas reais que passam por inúmeras coisas ruins na vida, ficam desesperançosas mas não têm outra escolha se não continuar vivendo.

    Só depois de um tempo que eu realmente parei para refletir sobre o livro e lembrei de algumas momentos do romance dos dois é pude realmente ‘pegar’ a intenção do autor. A Emma foi a peça-chave na vida do Dexter. Foi a pessoa a quem ele recorria nos momentos de dificuldade, foi quem o ajudou a superar o luto da mãe, foi quem abria os olhos dele sobre o excesso de drogas, álcool, sexo, fama, etc.

    Enquanto lia o livro eu não percebia a mínima influencia dela porque ela não agia diretamente na vida dele mas ficava reclusa, só dava opinião quando ele pedia ou quando sentia abertura para isso e, muitas vezes, abria os olhos dele ao simplesmente viver a vida dela.

    Com isso entendido é impossível não considerar Emma Morley um dos personagens femininos mais memoráveis da desse ano e quem sabe da literatura!

    O filme é muito recomendado também! Como se o enredo já não fosse bom escolheram dois dos meus atores prediletos! Jim Sturgess ficou bem em TODAS as fases do Dexter ao decorrer dos anos. Para quem for se aventurar tanto lendo quanto assistindo Um Dia recomendo que já vários lencinhos tá?

    1. Páginas:
    2. 1
    3. 2